ROTA

zera mortes após adoção de câmeras no uniforme dos policiais

A ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), um dos esquadrões mais violentos da Polícia Militar de São Paulo, está há duas semanas sem matar suspeitos.

A última morte causada por intervenção policial registrada pelo grupo havia sido em 31 de maio. A partir do dia 4 de junho, algo mudou na companhia.

Os policiais adotaram câmeras que gravam a integridade do seu turno, o que registraria abusos e violência por parte das autoridades.

A tecnologia substitui antigas câmeras de uniforme, em que os próprios agentes de segurança deveriam escolher se gravariam ou não uma ação. Agora, todo o turno é gravado, sem a opção do policial registrar o ato ou não.

“O turno todo é gravado. Um policial que se envolveu em uma troca de tiros, por exemplo, mas acionou logo depois. Você vê o indivíduo já baleado, mas não tem o que aconteceu. [Com o novo sistema], simples, volto lá no arquivo e está tudo registrado”, afirma o Coronel Robson Cabanas Duque, gerente do programa, à Folha.

Através desse registro, poderá ser averiguado se os policiais agiram de forma violenta e injustificada, auxiliando na identificação de casos de abuso de autoridade e execução sumária por parte dos agentes de segurança pública.

INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE É NO HYPENESS