Racismo contra indígenas na

DERMATOLOGIA

Em um relato no Twitter, a indígena Jé Hãmãgãy compartilhou uma experiência de racismo ao buscar na dermatologia uma resposta sobre a alergia na pele do filho

Jé procurou um tratamento médico para a criança, mas não encontrou ninguém preparado para entender o que se passava com a pele marrom de seu bebê

Segundo ela, seu filho começou a sentir os impactos das queimadas na região. Com o calor e a fumaça, o neném passou a demonstrar irritação e a ter momentos frequentes de desconforto

Em seguida, pequenas bolinhas surgiram na criança. A mãe imaginou que pudessem ser apenas uma reação ao calor e começou a deixar o menino só de fralda e em espaços mais arejados

O garoto não apresentou melhora, e Jé Hãmãgãy começou a pesquisar na internet o que poderia ser aquilo

“As fotos que vi desse tipo de alergia não tinham nada a ver com o que está na pele dele, são muito mais vermelhas e se destacam, aí bateu o desespero”, escreveu

Ela conta que, enquanto pesquisava casos que parecessem semelhantes ao do seu filho, percebeu que só encontrava fotos de bebês brancos

“Foi muito difícil, mas achei foto de bebês de pele mais escura, e aí sim as referências eram parecidas”, explica

Jé enviou as fotos a uma enfermeira, e elas chegaram à conclusão de que o problema do bebê, além da alergia ao calor, era também a chamada mancha de jenipapo, mais frequente em crianças de pele escura

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Bárbara Martins
Matheus Honorato

Getty Images

Redação Hypeness

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