Alzheimer

Novo tratamento para

O FDA (Food and Drug Administration), agência sanitária dos EUA, permitiu pela primeira vez em 18 anos um novo medicamento para Alzheimer.

O aducanumab se tornou o primeiro tratamento para a demência causada pelo Mal de Alzheimer a ser legalizado no país desde 2003, mostrando uma conquista histórica para a ciência.

O medicamento, entretanto, não é unânime. Ele foi rejeitado em testes no ano de 2019 por não trazer resultados significativos no teste duplo-cego, mas uma revisão de dados mostrou que ele pode conter o Alzheimer em estágio inicial.

O medicamento age com anticorpos contra a proteína beta-amiloide, que origina as lesões cerebrais que posteriormente causarão a demência.

“Se quisermos interromper o fluxo a partir do topo, precisamos fazer isso diretamente com a amiloide. Se chegarmos tarde demais, teremos passado da amiloide, e a proteína tau talvez consiga continuar a operar a cascata por conta própria”, afirmou Christian Haas, professor de neurodegeneração molecular à DW.

O medicamento vai passar por uma nova avaliação após o uso em larga escala e pode representar uma esperança para frear a doença.

Disponível apenas nos EUA, o aducanumab ainda é caríssimo, mas pode representar um avanço nas tecnologias que ajudarão a conter o Alzheimer, que afeta mais de 30 milhões em todo o planeta.

INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE É NO HYPENESS