Como MARADONA

se tornou símbolo de resistência para NÁPOLI

A Itália só se tornou um país unificado em 1870 e até hoje existe um grande conflito entre o sul agrário do país e o norte industrial. O principal partido do fascista do país, o Lega Nord, defende a separação no meio da bota (não se você já ouviu algo parecido aqui no Brasil).

O sul sempre foi visto como pobre, mal-educado e bruto, enquanto o norte seria a Itália ‘sofisticada’. E uma das principais cidades dessa região é Nápoles.

Em 1984, Diego Armando Maradona chegava ao Napoli, principal clube da cidade. Para Maradona, que jogava em Barcelona, era ‘um passo abaixo’. Para o Napoli, era a maior contratação da história do clube.

E rendeu: o clube pobre havia ganhado apenas duas copas italianas. E durante a estadia de El Pibe em Nápolis, o time conquistou uma Copa da Uefa, uma Copa da Itália e dois Campeonatos Italianos.

Era a primeira vez que uma equipe do sul da Itália conseguia superar de facto os arrogantes clubes do norte, como Juventus, Inter e Milan.

Maradona acabaria sendo cultuado como um deus no sul da Itália e, na Copa do Mundo de 1990, hospedada pelos italianos, diversos napoleses torceram pela Argentina quando esta jogou contra a anfitriã no San Paolo, estádio do Napoli. Tudo porque Don Diego pediu.

“Durante 364 dias do ano, vocês são considerados pelo resto do país como estrangeiros e, hoje, têm de fazer o que eles querem, torcendo pela seleção italiana. Eu, por outro lado, sou napolitano durante os 365 dias do ano”, disse Maradona antes da peleja.

Hoje, o estádio San Paolo se chama ‘Diego Armando Maradona’. E naquele dia, a Argentina derrotou os italianos. Para a alegria dos napoleses.

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