O que foi?

LIGA ANTIMÁSCARA DE 1918

Quando a pandemia de gripe de 1918 se alastrou pelos Estados Unidos, a obrigação do uso de máscaras se tornou motivo de revolta para a Liga Antimáscara

Como conta a reportagem do “New York Times”, o movimento surgiu após a reinstituição de uma portaria que decretou o uso dos itens de proteção em dezembro de 1918, em São Francisco, na Califórnia

A decisão foi tomada após a notícia do aumento da quantidade de óbitos, que se estenderam ao início do ano seguinte com 1.800 novos casos de gripe e 101 mortes já nos primeiros dias de janeiro

A liga era liderada por uma mulher, E.J. Harrington, advogada, ativista social e adversária política do prefeito, James Rolph

Oito homens também aderiram, alguns deles representando sindicatos, juntamente com dois membros do conselho de fiscalização que votaram contra as máscaras

Já em 1919, a liga realizou sua primeira reunião organizacional, aberta ao público, em que defenderam a revogação da lei da máscara e pediram pelas demissões do prefeito e dos funcionários da saúde

Entre as reclamações do grupo, estavam a falta de evidências científicas de que as máscaras realmente funcionavam e a ideia de que forçar as pessoas a usar as proteções de pano era inconstitucional

De acordo com Brian Dolan, historiador médico da Universidade da Califórnia, a principal questão dos negacionistas da época nada tinha a ver com a Constituição

Além do fechamento de estabelecimentos comerciais, as multas para quem não utilizasse máscaras variava de US$ 5 a US$ 10 ou poderia ser revertida em até dez dias de prisão

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