DOENÇAS DEGENERATIVAS 

e futebol: um esporte de risco

Bellini, Bobby Charlton, Gerd Muller: estes são três nomes de campeões mundiais históricos. O primeiro foi capitão do primeiro título brasileiro, na copa de 58. O segundo, craque da Inglaterra campeã em 66. O terceiro, artilheiro que deu o título à Alemanha Ocidental em 74.

O que eles têm em comum além do maior título do futebol? A chamada doença do pugilista: todos esses craques sofrem com uma demência que se mostra cada vez mais comuns em ex-jogadores de futebol.

O constante impacto dos jogadores em choques de cabeça nas bolas aéreas está fazendo com que centenas de jogadores sofram com demência durante a terceira idade.

Segundo a Universidade de Glasgow, um jogador de futebol tem 3,5 mais chances de desenvolver demência do que um cidadão comum no fim da vida.

O mesmo estudo avaliou que os jogadores também têm duas vezes mais chances de desenvolver Parkinson, cinco vezes mais chances de terem Alzheimer e ainda quatro vezes mais chances de desenvolver a doença do neurônio motor, que afetam neurônios motores.

Muitos especialistas defendem que o chamado jogo aéreo só seja permitido nas categorias de base a partir dos 18 anos e outros ainda mais radicais defendem a proibição das cabeçadas no futebol.

O problema também afeta lutadores (em especial os pugilistas), além de jogadores de futebol americano e rugby. E é cada vez mais necessário discutir a influência do esporte nas doenças degenerativas.

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