O incrível serviço que funcionou nos anos 1960

DISQUE POESIA

Nos Estados Unidos da década de 1960, o serviço de “Dial-a-Poem” (algo como “Disque-Poema”) foi criado pelo artista John Giorno para oferecer doses de arte a quem quisesse ouvir

A linha telefônica de John presenteava os ouvintes com a leitura de poemas aleatórios a cada chamada

A iniciativa consistia em 15 aparelhos de telefone prontos para receber ligações de qualquer parte do país, a qualquer hora do dia

O emaranhado de fios funcionava no próprio apartamento do artista e, embora pareça precário para os dias atuais, poderia ser considerado como alta tecnologia na época

John montou uma central que reproduzia gravações de poemas de Patti Smith, John Cage, Allen Ginsberg, William S. Bourroughs

Assim como outras obras de arte sonoras, o artista também apresentava discursos de ativistas e até mesmo uma receita falada de coquetel molotov

Em um documentário da “BBC”, John, que tinha um relacionamento com Andy Warhol, comentou que a ideia surgiu em uma manhã em que se sentia mal, “provavelmente de ressaca ou depois de usar drogas”

Então, ele pensou como seria bom se pudesse pegar o telefone e, ao invés de se deparar com uma voz irritada do outro lado da linha, ouvisse apenas poesia

Adesivos colados em telefones públicos, no metrô e em cafés divulgavam o projeto. Em janeiro do ano seguinte, a mensagem chegou ao jornal The New York Times — e as linhas congestionaram

INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE É NO HYPENESS