Carnaval carioca após a

GRIPE ESPANHOLA

Em 1918, o Rio de Janeiro viu 15 mil de seus cidadãos serem mortos pela gripe espanhola. Mas, em 1919, o carnaval foi o maior de todos os tempos na cidade


Além do fim da primeira grande onda da gripe, o início de 1919 celebrava também o encerramento da Primeira Guerra Mundial 


Se no ano anterior a cidade viu cadáveres se empilhando pelas calçadas e sendo recolhidos em caminhões de lixo, em 1919, o Rio foi tomado pelo carnaval


As escolas de samba ainda não existiam, mas o que se viu foi a multiplicação dos blocos, cordões, ranchos e das chamadas Grandes Sociedades


Estas sociedades desfilavam pelas ruas em seus imensos carros alegóricos, muitas vezes feitos por artistas como Di Cavalcanti e J. Carlos



Não foi por acaso que, naquele ano, o Cordão do Bola Preta, até hoje o maior bloco de carnaval da cidade, desfilou pela primeira vez

Reprodução / Arquivo Bola Preta



Na boca do povo, a gripe ainda era o assunto, e o carnaval veio como uma espécie de vingança da alegria

O ânimo era incontrolável, a felicidade era absoluta, todos dançavam e se abraçavam nas ruas ao som de marchinhas que ainda traziam a doença como tema

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Produção DE web stories

textos

Bárbara Martins
Renata Moreira

Getty Images e Reprodução (Arquivo Bola Preta) 

Vitor Paiva

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