margareth
krevetsiek

queimada como bruxa há 350 anos

Justiça pela memória de 

Uma família na Alemanha começou a fazer uma busca por seus antepassados e acabou descobrindo que uma antepassada havia sido queimada como bruxa durante o período da Inquisição na Europa.

Bernd e Ulla Krammer descobriram que uma antepassada chamada Margareth Krevetsiek havia sido decapitada e queimada como bruxa em 1653 na cidade de Lemgo, na Renânia do Norte-Vestfália.

Eles foram atrás da história de Margareth e encontraram o padrão para a Europa dos séculos XVI e XVII: a colaboração entre Estado e Igreja para transformar mulheres simples em “bruxas”.

"Quando descobrimos que tínhamos uma suposta 'bruxa' entre nossos ancestrais, fiquei imediatamente eletrizado. Coisas como essa são um destaque na pesquisa de minha família", disse Krammer à BBC.

Bernt e Ulla encontraram relatos de tortura contra Margareth. Ela confessou o crime de “bruxaria” e teve o direito à decapitação antes da fogueira.

Indignados, foram ao conselho municipal de Lemgo para exigir um pedido formal de desculpas por parte da administração pública.

“Achamos que era importante limpar o nome dela porque a injustiça, especialmente se for cometida pelo Estado ou pela Igreja, deve ser corrigida, mesmo depois de muito tempo. Cada caso que é trazido à tona evita que histórias como essa caiam no esquecimento”, afirmou Bernt à BBC.

Depois de 8 anos, os representantes de Lemgo acataram o pedido dos Krammer e decidiram inocentar não somente Margaret, mas todas as bruxas que foram condenadas na cidade.

Registros históricos apontam que cerca de 25 mil mulheres foram mortas pela inquisição na Alemanha durante o período da Inquisição e da Reforma Protestante. A luta dos Krammer é um primeiro passo para o reconhecimento dessa história.

INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE É NO HYPENESS