A construção do

TABAGISMO FEMININO

Deixando um pouco de lado os inúmeros malefícios do tabagismo, é preciso também analisar, especificamente, a história de consumo do tabaco pelo público feminino

A publicidade construída para que mulheres parecessem incríveis ao segurar um cigarro contribuiu, por exemplo, com deturpados significados sobre a concepção de independência feminina

Segundo reportagem do site “Messy Nessy Chic“, no século 19 e no início do século 20, o mercado de vícios como o tabaco e a bebida alcoólica deixava pouco espaço para mulheres

Consideradas como donzelas puras, elas eram multadas caso fumassem em público. Em 1908, a cidade de Nova York, por exemplo, chegou a tornar o tabagismo feminino completamente ilegal por duas semanas

Na época, cigarros eram classificados como masculinos pelos anunciantes, ou então como itens da classe trabalhadora e “alternativos” ou “boêmios”, na melhor das hipóteses

Até que o movimento pelo sufrágio feminino abraçou o fumo como uma forma simbólica de discordância quanto ao papel de gênero

Assim, o cigarro na mão se tornou um símbolo de independência para mulheres da época

O item virou um ícone acidental da primeira onda do feminismo, mas, pouco depois, teve o significado subversivo apropriado e esvaziado pelos anunciantes do produto

A publicidade da época aproveitou a oportunidade de explorar as novas possíveis consumidoras e passou a anunciar cigarros como “Tochas da Liberdade!” (ou “Freedom Torches”, em inglês)

INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE É NO HYPENESS